31/01/12

Coração de seda pode ser saída contra infartos

Seda para o coração

Discos cortados do casulo do bicho-da-seda servem como a estrutura ideal para o crescimento de células cardíacas em laboratório.[Imagem: MPI for Heart and Lung Research]


As células do coração humano não se regeneram quando sofrem um dano - em virtude de um infarto, por exemplo.
Mas agora cientistas alemães e indianos estão tentando usar um tecido cardíaco artificial para evitar as cicatrizes e restaurar integralmente a função cardíaca.
Para isso eles estão usando a seda produzida por uma espécie de bicho-da-seda.
Suporte celular
Felix Engel e seus colegas do Instituto Max Planck (Alemanha) construíram um suporte tridimensional de seda, e usaram-no como suporte para o crescimento de células cardíacas humanas, que foram cultivadas com sucesso em laboratório.
Há muito tempo os cientistas tentam criar esses chamados "andaimes", estruturas capazes de criar um ambiente onde as células possam se desenvolver - ao contrário dos discos de Petri, os "pratinhos" de laboratório, onde as células crescem sempre em 2D, na forma de uma camada fina.
"Seja de origem natural ou artificial, todas as fibras testadas até agora têm desvantagens sérias," diz o Dr. Felix. "Ou elas são muito quebradiças, ou são atacadas pelo sistema imunológico ou não permitem a adesão das células cardíacas."
"Coração" artificial
A solução parece ter sido encontrada por Chinmoy Patra, um cientista da Universidade de Kharagpur (Índia).
Segundo Patra, a seda do bicho-da-seda Antheraea mylitta tem várias vantagens em relação aos materiais testados até agora.
"A superfície [das fibras] tem estruturas de proteína que facilitam a adesão das células cardíacas. Ela é também mais áspera que qualquer outra seda conhecida," diz o cientista.
Essa aspereza também ajuda na fixação das células cardíacas, que podem então se desenvolver como se estivessem no coração, formando estruturas 3D, e não estruturas planas.
"A comunicação entre as células foi mantida e elas bateram sincronizadamente por até 20 dias, exatamente como o músculo cardíaco real," conta Engel.
Falta de células
Agora, para prosseguir suas pesquisas, os cientistas estão com uma dificuldade prosaica: a falta de células cardíacas para usar nos experimentos.
"Ao contrário do nosso estudo, onde usamos células de rato, o problema da obtenção de células cardíacas humanas em quantidade suficiente ainda não foi resolvido," conta Engel.
Por isso o grupo está pensando em usar as células-tronco, embora isso exija um outro nível de pesquisas, uma vez que ainda não se sabe exatamente como as células-tronco são convertidas em células cardíacas.

28/01/12

Leroy Merlin lança sua campanha anual

Nova comunicação ganha filme institucional inspirador

BEATRIZ ALMODOVA LORENTE| »
26 de Janeiro de 2012  14:40

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Pássaro Tecelão constrói o seu ninho para inspirar as pessoas a transformarem suas casas
A Leroy Merlin apresentou nesta quinta-feira 26, a sua nova comunicação que vai fazer parte de todas as ações da marca durante o ano, com criação da agência Loducca. A novidade é que após cinco anos sem fazer anúncios institucionais, a marca volta a exibir um filme nesse sentido. De acordo com Celso Loducca, sócio e diretor da agência, a ideia básica é mostrar como a Leroy Merlin é realmente diferente.
O filme institucional vai ao ar a partir desta sexta-feira e mostra um pássaro construindoo seu ninho com folhas. O trabalho “artesanal” da ave foi documentado pela rede BBC e o anunciante comprou as imagens. As cenas são embaladas pela música “Como uma Onda”, de Lulu Santos. “Este filme é um primeiro passo para inspirar as pessoas a transformarem suas casas”, explica Loducca. O comercial ficará no ar pelos próximos dias e em seguida a Leroy Merlin estreia o primeiro filme, de uma série de 18, que serão divididos de acordo com os festivais que a rede promove.
O primeiro deles é o comercial sobre o festival da organização que traz produtos que ajudam as pessoas a organizarem suas casas. Todos os filmes seguirão o conceito “Não se sente mais em casa, na sua própria casa” e apelam para o bom humor ao retratar situações em que as pessoas já não se reconhecem em seus lares.
Carla Ramos, diretora de Comunicação da Leroy Merlin Brasil conta que este ano a rede incrementou em 10% os seus investimentos em marketing. “Estamos dando um salto ao produzir uma campanha emocional para nossos clientes. O objetivo é que eles se sintam acolhidos na Leroy Merlin”, destaca.
A produtora dos filmes é a Mixer, com direção de cena de Luiza Campos e Katia Lund. Tablóides complementam a comunicação com espaços desenvolvidos pelo arquiteto Gustavo Calazans.
Com criação de Cássio Moron, André Faria, Maurício Machado, Doriano Carneiro, Alexandre Amaral, Philippe Demar e Wolfgang F. Covi. A produtora de som é da Amics.

27/01/12

46 modelos da Paris Fashion Week 2012


 Entre os modelos apresentados na Paris Fashion Week 2012, muitos são
 realmente muito diferentes. A compilação, apresentada neste link
 foi realizada pelo pessoal do BuzzFeed, só contempla roupas inusitadas.

 Acesse o endereço abaixo para conferir:





Cardadeira Elétrica


This is the Carolina Carder being installed and commissioned at the North Carolina Textile Technology Center located in Belmont North Carolina. We are running 100% wool for the "break-in" period. This 32" worsted carder comes complete with coiler for sliver production and a quick conversion for batt delivery.


via Elaine Miguel da Cruz

Lenços Palestinos

Resgatado do Oriente, o keffieh é usado como adereço fashion

AMY SANCETTA/AP/IMAGEPLUS
NA MODA O ator irlandês Colin Farrell, assim como uma penca de famosos, é adepto do lenço
Todo mundo reparou quando o ator Colin Farrell chegou ao Festival de Cinema de Sundance, nos Estados Unidos, neste ano, usando um keffieh – ou lenço palestino – em volta do pescoço. Para os ocidentais, ele usava uma produção estilosa, febre entre os famosos desde que a grife Balenciaga apresentou sua coleção outono-inverno 2007/2008 com uma série de looks, a partir dessas peças, customizados. Desde então celebridades, como o jogador David Beckham e a atriz Kirsten Dunst, incluíram o lenço em seus guarda-roupas. Mas, para muitos árabes, o fato de o ator usar um keffieh pode significar falta de respeito ou má sorte. Isso porque o lenço xadrez – que pode ser preto e branco, azul e branco ou vermelho e branco, basicamente – é um símbolo cultural e político e não deve ser banalizado. Por tradição, é um adereço do homem árabe e, desde os anos 60, representa o nacionalismo palestino, especialmente depois de ter sido a marca registrada de seu ex-líder Yasser Arafat, morto em 2004.
Má sorte ou não, o fato é que o lenço palestino legítimo está com os dias contados. Há apenas uma tecelagem confeccionando o produto em todo o território ocupado. E, mesmo ela, vai mal. Dos 15 teares importados do Japão no início dos anos 60, somente quatro estão em atividade – os outros pararam por falta de encomendas. A pequena fábrica, com um punhado de funcionários, é dirigida por um velho homem em Hebron, na Cisjordânia. Nos tempos áureos, quando os guerrilheiros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) ganharam espaço na cena política, ela vendia 150 mil por ano. Hoje, não passam de 15 mil. O proprietário da loja explica: a culpa é da concorrência chinesa.
O lenço palestino made in China é usado pelos ocidentais por diferentes motivos. Há desde quem simpatize com a causa até quem prefira ignorar a bagagem histórica e usá-lo como adereço fashion. No meio do caminho está quem comprou a idéia da grife Urban Outfitters – de Nova York, Londres e Tóquio –, que chegou a vendê-los como símbolo anti-guerra. No Brasil, os lenços são encontrados em lojas de roupas importadas e em comércios dirigidos à comunidade árabe. “A moda bebe muito dos elementos militares. É o caso da cor cáqui e dos coturnos. É o que acontece com os keffieh s”, diz Marco Sabino, autor de Dicionário da moda. O bom é que na moda vale tudo. No Ocidente, até mesmo as mulheres conquistaram o direito de usar uma peça que, no mundo árabe, é exclusivamente masculina.


TRAJETÓRIA DO KEFFIEH
O lenço, geralmente feito de algodão, começou a ser usado há séculos pelos beduínos, povo nômade dos desertos do Oriente Médio e Norte da África, como peça de identificação tribal. Ele protegia o rosto das tempestades de areia e da exposição solar. Com o tempo, chegou às cidades e, hoje, é um tradicional adereço dos homens árabes de regiões como Kuwait, Jordânia e Cisjordânia. Nos anos 60, virou símbolo do nacionalismo palestino por causa de Yasser Arafat, raramente visto sem o seu preto e branco, preso à cabeça com um pedaço de corda.

15/01/12

Perigo na Feira do Largo da Ordem em Curitiba

O telhado do Prédio onde fica a Casa da Leitura Dario Vellozo, na Praça Garibaldi, 7 - São Francisco, pertencente à Fundação Cultural de Curitiba, apresenta um perigo aos feirantes e visitantes daquele espaço cultural. Ocorre que as telhas estão soltas e eventualmente caem, de uma altura superior a dez metros. Acaso acertem alguem, esta pessoa certamente precisará ser hospitalizada ou coisa pior. Este fato já foi presenciado por duas vezes pelos expositores que nesta esquina trabalham aos domingos. Espera-se que a FCC dê os devidos reparos para sanear este problema.

Cientistas tentam desvendar segredos das teias de aranha

Marcelo Elias/ Gazeta do Povo / A teia é simultaneamente mais forte que o aço, mais flexível que o nylon, extremamente leve e, ainda por cima, biodegradável e biocompatível com o organismo humanoA teia é simultaneamente mais forte que o aço, mais flexível que o nylon, extremamente leve e, ainda por cima, biodegradável e biocompatível com o organismo humano
CIÊNCIA


Pesquisadores preveem uso da matéria-prima em suturas médicas, implantes, curativos e até coletes à prova de balas

Publicado em 15/01/2012 | AGÊNCIA ESTADO
Imagine uma fibra natural que é simultaneamente mais forte que o aço, mais flexível que o nylon, extremamente leve e, ainda por cima, biodegradável e biocompatível com o organismo humano. Há décadas os cientistas sabem onde encontrar esse material “mágico”: nos fios de seda das teias de aranha. E há décadas eles tentam – com técnicas cada vez mais sofisticadas – reproduzir em laboratório o que esses insetos fazem há centenas de milhões de anos na natureza.
A seda de aranha é uma espécie de “santo graal” da ciência de materiais, com uma combinação única de características, cobiçada por pesquisadores de áreas tão distintas quanto biomedicina e engenharia espacial. “É um material totalmente diferente de qualquer coisa que o ser humano já produziu”, maravilha-se o cientista Elibio Rech, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecno­­logia, que tenta mimetizar a substância no Brasil. “Nenhum outro material combina flexibilidade e resistência dessa forma.”
Variedade
Biodiversidade brasileira
Há sete anos o biólogo molecular Elibio Rech, da Embrapa, estuda o DNA de aranhas brasileiras, procurando genes associados à síntese da seda. Já encontrou vários. E espera, num futuro não muito distante, produzir um polímero com características equivalentes às da fibra natural dos aracnídeos.
“As possibilidades de aplicação tecnológica são enormes. O limite é a nossa imaginação”, diz Rech, que vê o projeto como uma forma de agregar valor à biodiversidade brasileira.
O primeiro passo foi sequenciar o genoma funcional de cinco espécies de aranhas brasileiras – três do Cerrado, uma da Amazônia e outra da Mata Atlântica –, com atenção especial para genes ativos nas glândulas produtoras de seda.
Tipos de seda
As aranhas tecedoras de teias orbiculares (aquelas “clássicas”, com uma espiral no centro) podem ter até sete glândulas de seda, cada uma dedicada a um tipo de fibra. “Diferentes partes da teia são construídas com diferentes tipos de seda”, explica o biólogo Danilo Guarda, especialista em aranhas.
Rech identificou vários genes de interesse e os usou como base para o desenvolvimento de bactérias transgênicas, capazes de sintetizar as proteínas da seda de aranha in vitro. Há planos também para sintetizar as proteínas em leite animal, sementes de soja e plantas de algodão. “Queremos testar várias plataformas de expressão para ver qual é a melhor”, afirma Rech.
Avaliação
Genética seria desnecessária
O uso de animais transgênicos para a síntese de proteínas de seda de aranha é um “exercício desnecessário de pirotecnia”, na opinião do pesquisador Fritz Vollrath, que coordena um laboratório especializado em sedas no Departamento de Zoologia da Universidade de Oxford. Segundo ele, é possível obter sedas com propriedades equivalentes às das aranhas apenas manipulando as fibras de espécies selvagens de bichos-da-seda. “A qualidade do material depende mais da maneira como é tecido que das suas propriedades químicas”, diz. “Deveríamos focar nas condições de tecelagem e deixar a engenharia genética de lado.” Fritz estuda intensamente as aranhas e suas teias, mas só como um modelo de pesquisa básica. “São máquinas de produzir seda altamente evoluídas e supersofisticadas”, diz.
As fibras usadas pelas aranhas para tecer suas teias são, essencialmente, fios de seda, semelhantes aos produzidos pelo bicho-da-seda para fabricar seus casulos (matéria-prima para produção de tecidos finos na indústria têxtil). Só que com aplicações que vão muito além de vestidos e camisolas. Fala-se em suturas médicas, implantes, curativos, coletes à prova de balas, linhas de pesca biodegradáveis e peças de naves espaciais, superleves e resistentes.
Larga escala
Obter amostras para pesquisa é fácil. Aranhas não faltam e a seda pode ser extraída sem maiores dificuldades. O problema é que elas são animais extremamente territoriais, o que impede que sejam “cultivadas” em colônias para produção em grande escala, como se faz facilmente com as lagartas do bicho-da-seda.
A solução foi apelar para a engenharia genética, terceirizando o serviço de produção da seda para outras espécies mais “domesticáveis”. Num dos estudos mais recentes, publicado no início do ano na revista PNAS, pesquisadores americanos e chineses relatam a produção de bichos-da-seda transgênicos, com genes de aranha, capazes de produzir sedas com propriedades semelhantes às dos aracnídeos.
Não é a primeira vez que se colocam genes de aranhas em bichos-da-seda, mas é a primeira vez que as proteínas codificadas por esses genes são efetivamente incorporadas à estrutura molecular da seda, segundo o autor Donald Jarvis, do De­­partamento de Biologia Mole­­cular da Universidade de Wyo­­ming.
O resultado foi uma fibra híbrida, formada pelas proteínas naturais de seda da lagarta, misturadas a uma “pitada” de proteínas de origem aracnídea. A taxa de incorporação das proteínas transgênicas foi baixa – não mais que 5% –, mas suficiente para alterar as propriedades das fibras de forma significativa, segundo Jarvis. Nos melhores casos, a resistência da seda híbrida chegou a ser quatro vezes maior que a da seda natural de aranha. A elasticidade, por outro lado, deixou a desejar.
“Ainda não temos todas as propriedades que gostaríamos, mas os resultados são surpreendentes”, disse Jarvis à reportagem. O desafio maior, segundo ele, é tentar “nocautear” (desligar, retirar ou silenciar) os genes nativos que controlam a produção de seda dentro do bicho-da-seda e substituí-los integralmente pelos genes de aranhas, de modo que a seda produzida pela lagarta seja 100% de origem aracnídea. Como se uma vaca fosse geneticamente modificada para produzir leite de cabra. “Tecnicamente, é possível”, diz Jarvis.
Genes da espécie podem ser clonados
Na linguagem técnica, a seda é um “biopolímero” – uma sequência repetitiva de unidades moleculares interconectadas, formando uma estrutura estável. As unidades básicas, neste caso, são proteínas, e as instruções para fabricar essas proteínas estão codificadas em genes específicos das aranhas, que podem ser clonados e inseridos no DNA de outras espécies. Como um software aplicativo que pode ser rodado em computadores de diferentes marcas. O bicho-da-seda parece ser a “biofábrica” ideal para isso, pois tem a vantagem de já tecer a seda por conta própria.
Linha alternativa
Outra rota de pesquisa, porém, consiste em produzir as proteínas de aranha dentro de bactérias ou no leite de cabras transgênicas, para depois purificá-las e sintetizar a fibra mecanicamente no laboratório – mimetizando o que ocorre no organismo da aranha.
É o que faz o pesquisador Randy Lewis, parceiro de Jarvis na Universidade de Wyoming e colaborador de Rech, na Embra­­pa. Há dez anos ele trabalha com cabras transgênicas que produzem proteínas da seda de aranha no leite, além de colaborar com o projeto do bicho-da-seda. “Conseguimos tecer fibras que são dois terços tão boas quanto as fibras naturais de aranha”, sintetiza Lewis.
Desafio
Mas fazer isso sistematicamente, em escala comercial, é um desafio que ainda está longe de ser conquistado. Apesar de vários resultados promissores produzidos nos últimos anos, ninguém conseguiu colocar no mercado um produto minimamente equivalente ao das aranhas.